Três propostas na mesa, orçamento apertado, a mais barata vence. Seis meses depois o sistema entrega errado, o código não aceita mudança simples, e o gasto acumulado de retorno já passou o valor da proposta descartada. Não é azar — acontece o tempo todo.
O que está por trás de uma proposta baixa
Desenvolvimento de software é serviço de conhecimento, não commodity. Plataforma simples custa entre R$ 15 mil e R$ 50 mil. Sistemas mais complexos passam de R$ 500 mil. Quando a proposta chega muito abaixo da média, algo foi cortado: requisito mal levantado, tecnologia errada, testes ignorados, equipe inexperiente.
A conta não fecha na planilha do fornecedor. Ela fecha no seu bolso depois.
O custo real da dívida técnica
O relatório CISQ estima a dívida técnica global em mais de US$ 1,52 trilhão. A GitClear analisou 211 milhões de linhas de código e encontrou 60% menos refatoração e 48% mais copy-paste em projetos sem revisão. Em dois anos, o custo de manutenção quadruplica.
O sistema barato funciona por alguns meses. Depois cada alteração demora o dobro, cada bug custa o triplo, e o time gasta mais tempo apagando incêndio do que entregando valor novo.
Retrabalho pós-lançamento
Corrigir erro de arquitetura depois do sistema pronto custa 2,5x mais do que na fase de projeto. Escolher desenvolvedor que entrega código sem teste, sem documentação, sem padrão é apostar que nada vai mudar. Vai.
Como avaliar proposta sem cair na armadilha
Perguntas que separam parceiro de fornecedor:
- Qual a stack e por quê?
- Como são os testes?
- Tem code review?
- O que está incluso? O que é adicional?
- Como o sistema evolui depois do lançamento?
Resposta vaga? O risco é seu.
Software é investimento, não custo
Escolher pelo menor preço é como comprar um prédio pelo valor dos tijolos — ignora projeto, engenharia e garantia. Um desenvolvimento bem feito custa mais no início e entrega retorno por anos. O barato cobra a diferença depois. Com juros.
Vamos conversar sobre seu projeto.