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Transparência Radical com Cliente: Por Que Mostramos o Que Deu Errado
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Transparência Radical com Cliente: Por Que Mostramos o Que Deu Errado

FRG

Felipe Rico Gazapina

CEO LYPES Agency

Transparência Radical com Cliente: Por Que Mostramos o Que Deu Errado

A maioria das agências de tecnologia só mostra o que funcionou. Entregas no prazo, métricas bonitas, deploys sem erro. O que deu errado fica na mesa do escritório, longe do cliente.

Na LYPES a gente faz o oposto. O cliente sabe do bug antes de logar no sistema. Sabe do prazo que estourou antes do status meeting. Sabe da dívida técnica que a gente contraiu pra entregar aquela feature no prazo apertado.

E isso não nos enfraquece. Fortalece.

Esconder falha é pior que o erro

Erro em software é inevitável. Bug em produção, query lenta, deploy que volta — sempre vai ter. O que separa uma parceria saudável de uma relação desgastada não é a ausência de erros. É como eles são comunicados.

Quando a agência esconde o problema e tenta resolver quieta, duas coisas acontecem: o cliente descobre sozinho (pelo sistema, por um usuário, por acaso) e a confiança vai embora. E a agência gasta energia escondendo em vez de corrigir.

Um estudo da Salesforce (2023) mostra que 88% dos consumidores consideram a transparência mais importante que a perfeição na hora de avaliar uma empresa. Empresa que admite falha e explica o plano de correção mantém satisfação maior que empresa que finge que nada aconteceu.

O custo de uma relação sem confiança

Cliente que não confia pede reunião toda semana. Pede relatório de horas detalhado. Pede acesso a tudo. Pede revisar cada entrega.

O custo operacional de uma relação sem confiança é maior que o custo de qualquer bug que você poderia ter contado.

Na LYPES, a gente aprendeu na prática: o cliente mais tranquilo é o que sabe de tudo. O cliente que recebe o relatório de incidente antes de qualquer outra pessoa não precisa fiscalizar. Ele confia.

O que fazemos na prática

Algumas práticas que viraram regra por aqui:

  • Post-mortem compartilhado: quando algo quebra, o cliente recebe o mesmo documento que a equipe — causa, impacto, correção, prevenção
  • Monitoramento aberto: dashboard de disponibilidade e performance acessível ao cliente no mesmo nível que a gente
  • Roadmap honesto: se uma feature vai atrasar, o cliente sabe na semana zero, não na véspera da data prometida
  • Dívida técnica visível: quando contraímos dívida pra entregar mais rápido, o cliente sabe o que estamos postergando e por quê

Cada prática transfere risco do cliente para a parceria. Ele não precisa adivinhar. Ele sabe.

O que a gente ouve de quem pensa diferente

"Se o cliente souber de todos os problemas, vai achar que somos incompetentes."

Na prática, acontece o contrário. Cliente distingue perfeitamente erro pontual de incompetência sistêmica. Um bug com plano de ação é uma coisa. O mesmo erro repetido três vezes sem melhoria é outra.

Se você tem um processo de melhoria contínua depois de cada incidente, compartilhar o incidente só fortalece sua posição.

O resultado

Clientes que estão conosco há mais de 3 anos não pedem relatório de horas. Não pedem reunião de status semanal. Não ligam no fim de semana.

Quando algo quebra, o tom da conversa é "o que precisamos fazer para resolver?" — não "como vocês deixaram isso acontecer?".

Confiança construída com transparência radical dá mais retorno que qualquer feature que a gente já entregou.

Quer saber como funciona uma parceria de desenvolvimento baseada em transparência de verdade? Vamos conversar.

Quer aplicar isso no seu negocio?

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